_________SEGREDO___________
O teu corpo é a chuva que se isola
Naquela nuvem presa ao vento andejo
E sendo espírito no meu desejo
Transpassas paredes, meu corpo rola
Trajada de insônia, à noite extrapolas...
Se por mim passas, finjo que não vejo
Esse andar cheio de malícia e gracejo
Teu rastro é fogo que ninguém controla
E se o todo é tormento repartido
Ó Tempo! Não sejas tu, tarde ou cedo
E nem esperes que eu seja contido
Se pecar é amar, pecarei o medo
Furtarei da carne o beijo mordido
Neste soneto chamado segredo
_________AL Ceccanho__________
quarta-feira, 26 de maio de 2010
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